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Como Controlar o Diabetes Através de uma Dieta Saudável

 

Como Controlar o Diabetes Através de uma Dieta Saudável

O diabetes é uma condição crónica que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Embora o tratamento médico seja fundamental para o seu controlo, uma dieta saudável desempenha um papel vital na gestão dos níveis de glicose no sangue, promovendo o bem-estar e prevenindo complicações. Neste artigo, vamos explorar como uma alimentação adequada pode ser uma poderosa ferramenta no controlo do diabetes.

O Que é o Diabetes e Como a Alimentação Afeta?

O diabetes ocorre quando o corpo não consegue produzir insulina suficiente ou não a utiliza de forma eficaz. A insulina é uma hormona que ajuda as células a absorver a glicose, utilizada como energia. Quando esse processo é comprometido, os níveis de açúcar no sangue aumentam, resultando em hiperglicemia, que pode levar a problemas graves, como doenças cardíacas, lesões nos nervos e problemas renais.

Uma alimentação equilibrada e planeada é essencial para controlar o diabetes. Ao ingerir os alimentos certos, é possível evitar picos de glicose no sangue e manter a energia estável ao longo do dia.

Principais Dicas para Controlar o Diabetes com a Dieta

  1. Escolha de Carboidratos Inteligentes Os carboidratos afetam diretamente os níveis de glicose no sangue, por isso é importante escolher fontes que tenham um impacto mais lento e controlado. Priorize alimentos ricos em fibras, como:

    Evite os carboidratos refinados, como pão branco, arroz branco, bolos e bolachas processadas, que podem causar picos rápidos de glicose.

  2. Controle o Tamanho das Porções Mesmo alimentos saudáveis podem causar aumento nos níveis de açúcar no sangue se consumidos em excesso. É essencial controlar o tamanho das porções. Use medidas de referência, como:

    Comer pequenas porções várias vezes ao dia também ajuda a estabilizar os níveis de glicose.

  3. Inclua Proteínas Magras As proteínas são essenciais para a manutenção da massa muscular e podem ajudar a reduzir o apetite sem elevar os níveis de glicose. Escolha proteínas magras, como:

    Combine proteínas com carboidratos em refeições para retardar a digestão e evitar picos de açúcar.

  4. Aposte em Gorduras Saudáveis Nem todas as gorduras são prejudiciais. As gorduras monoinsaturadas e poli-insaturadas ajudam a controlar os níveis de colesterol e podem ser benéficas para o coração. Inclua fontes saudáveis de gordura como:

    No entanto, evite as gorduras trans e saturadas, presentes em alimentos fritos e produtos industrializados.

  5. Aumente o Consumo de Fibras As fibras ajudam a retardar a absorção de açúcar no sangue, controlando os níveis de glicose e melhorando a saúde digestiva. Boas fontes de fibra incluem:

    A fibra também promove a sensação de saciedade, ajudando a evitar excessos.

  6. Evite Açúcares Processados O açúcar simples e os alimentos processados com açúcares adicionados podem elevar rapidamente os níveis de glicose. Troque refrigerantes, sumos industrializados e doces por alternativas mais saudáveis, como:

  7. Beba Bastante Água A hidratação é muitas vezes negligenciada, mas é vital no controlo do diabetes. Beber água regularmente ajuda a manter os níveis de glicose sob controlo e previne a desidratação, que pode complicar o quadro de diabetes.

Alimentos que Devem Ser Evitados

Alguns alimentos podem piorar o controlo do diabetes e devem ser consumidos com extrema moderação, ou evitados:

A Importância de um Plano Alimentar Personalizado

Cada pessoa com diabetes é diferente, e o que funciona para um pode não ser eficaz para outro. Por isso, é essencial consultar um nutricionista para elaborar um plano alimentar personalizado, ajustado às necessidades específicas do seu corpo, rotina e metas de saúde.

O plano deve considerar:

Conclusão

Controlar o diabetes através de uma dieta saudável requer planeamento e escolhas alimentares conscientes. Ao optar por carboidratos ricos em fibras, proteínas magras, gorduras saudáveis e ao evitar açúcares processados, pode-se manter os níveis de glicose estáveis e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade de vida.

Lembre-se de que a alimentação equilibrada, aliada à prática regular de atividade física e ao acompanhamento médico, pode ser a chave para viver bem com o diabetes.

Para mais informações sobre o controlo do diabetes e dicas de alimentação saudável, consulte profissionais de saúde qualificados.

Pesquisa Comprova Efeitos Antidiabéticos de Planta Nativa da Mata Atlântica

Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade da Universidade Regional de Blumenau (PPGBio/FURB) revelou que a planta Myrcia tijucensis, nativa da mata Atlântica e abundante em Santa Catarina, possui efeitos antidiabéticos e antioxidantes. O estudo foi desenvolvido pela pesquisadora Nathielli Pauletti, Mestre em Biodiversidade, sob orientação da professora Débora Delwing Dal Magro, Doutora em Bioquímica. Testes conduzidos em animais revelaram que a administração do extrato produzido a partir de folhas da planta foi capaz de diminuir os índices de glicemia, produzir efeitos antioxidantes e diminuir as lesões no pâncreas dos animais diabéticos.

Conhecida popularmente como “guamirim”, a planta estudada é amplamente utilizada na medicina popular para o tratamento complementar de Diabetes, motivo pelo qual as pesquisadoras a escolheram como foco de investigação. O estudo conduzido por Pauletti e Dal Magro é inédito, já que não há registros na literatura de estudos in vivo, isto é, com seres vivos, que tenham se dedicado aos efeitos biológicos da espécie. A proposta das pesquisadoras é contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos para doenças como a Diabetes Mellitus, caracterizada pelo aumento dos níveis de glicemia no sangue.

O estudo revelou que, além de ser capaz de diminuir os níveis de glicemia, o extrato produzido a partir das folhas da planta também tem propriedade antioxidantes, ou seja, é capaz de proteger o organismo da ação dos radicais livres, substâncias instáveis que geram desequilíbrio no organismo e estão associadas a uma série de doenças. A análise do pâncreas dos animais estudados indicou que o extrato da planta também foi capaz de reverter lesões pancreáticas características da Diabetes. Segundo as pesquisadoras, os resultados encorajam a realização de novos estudos voltados ao aprofundamento do conhecimento sobre a planta em questão, de modo a fornecer subsídios para o desenvolvimento de tratamentos complementares que auxiliem o controle de glicemia de pacientes diabéticos.

Débora Delwing Dal Magro, orientadora da pesquisa, explica que a Diabetes Mellitus é uma doença crônica que exige tratamento contínuo. Atualmente, a condição é majoritariamente tradada com insulina e hipoglicemiantes orais, além de prática de exercício físico e dieta equilibrada. A busca por tratamentos complementares a partir de recursos naturais visa ampliar a gama de possibilidades disponíveis aos pacientes e contornar os efeitos adversos característicos dos tratamentos atualmente utilizados. Dal Magro enfatiza que a busca por novos compostos que possuam ação antidiabética não objetiva substituir os tratamentos tradicionais, mas complementá-los, permitindo aos pacientes terem melhor controle dos níveis de glicemia e, eventualmente, diminuir as doses dos medicamentos utilizados.

Como a pesquisa foi realizada

As pesquisadoras coletaram cerca de 3kg da planta, identificada como o auxílio do professor André Luís de Gasper, curador do Herbário da FURB. Depois de secas, as folhas foram transformadas em um extrato bruto, que passou por análise química para identificação dos compostos presentes. A partir do extrato bruto, as pesquisadoras realizaram, ainda, um fracionamento, processo que permitiu isolar alguns compostos presentes no extrato de modo que pudessem ser testados de forma isolada. O estudo conduzido por Pauletti e Dal Magro exigiu a indução de Diabetes Mellitus tipo 1 em ratos adultos, que posteriormente foram tratados ao longo de 15 dias com o extrato produzido a partir das folhas da planta e com os compostos isolados. Tanto a administração do extrato quanto dos compostos isolados corroborou a hipótese das pesquisadoras sobre as propriedades antiglicemiantes e antioxidantes da planta. Os experimentos foram realizados utilizando a estrutura do Laboratório de Neurociências e Comportamento (LNC) da Universidade Regional de Blumenau (FURB) e tiveram a colaboração das bolsistas Ana Luiza Boaventura e Brenda Wiggers.

O estudo de Pauletti e Dal Magro é um dos frutos da linha de pesquisa “Conservação e uso sustentável da biodiversidade” do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade (PPGBio/FURB). Além da busca por compostos com ação antidiabética e antioxidante, pesquisadores vinculados ao grupo têm realizado pesquisas sobre a ação antidepressiva, anti-inflamatória, antiparasitária, antimicrobiana e fotoprotetora de compostos provenientes de plantas nativas. Fonte: FURB Pesquisa

O Que Acontece no Corpo de Quem Passa a Comer Uma Maçã por Dia

 


Não é novidade que as frutas são ricas em vitaminas, minerais, fibras e antioxidantes. E entre os benefícios da maçã, que é uma das mais populares no Brasil e no mundo, não é diferente. Ao consumir uma unidade dela por dia, já é possível se proteger até mesmo de algumas doenças.

Segundo a Dra.Valéria Goulart, médica nutróloga da Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN), estudos americanos apontam que, entre os benefícios da maçã, está a diminuição na incidência de diabetes tipo 2, pelo fato dela conter antioxidantes.

De acordo com a especialista, a maçã tem polifenóis, substâncias que protegem o coração e previnem doenças cardiovasculares. Ela tem uma fibra que se chama pectina, a qual, diminui a absorção de gorduras que são ingeridas no dia a dia e, consequentemente, ajuda no combate ao colesterol ruim.

“Os polifenóis agem também como anti-inflamatórios e reduzem a chance da pessoa ter câncer, principalmente na parte digestiva. Uma outra função é combater os radicais livres, aqueles que retardam o envelhecimento. Ela ainda favorece a produção de colágeno, ajuda na saúde bucal, ácido málico que aumenta a produção da saliva, diminuindo a proliferação de bactérias, que formam a placa bacteriana”, explica a Dra. Goulart.

De acordo com um estudo realizado no Instituto Nacional dos Estados Unidos, comer uma maçã por dia previne diversas doenças. Esse estudo foi feito com mais de 8 mil pessoas. Durante um ano, cerca de 10% comiam uma maçã por dia. Essas pessoas não precisavam tomar muitos medicamentos, não ficavam doentes e, além disso, uma maçã por dia dá mais energia e disposição, pois apesar de poucas calorias ela tem carboidratos e fibras.

A nutróloga ressalta ainda que o melhor horário para aproveitar os benefícios da maçã é no café da manhã, devido a pectina presente na casca da fruta. Essa substância faz com que a digestão fique mais lenta e diminua a absorção do açúcar no organismo, ou seja, dessa forma o intestino funcionará de forma saudável. Algumas pessoas, quando comem a maçã a noite, sentem algum desconfortos, principalmente na digestão por conta da casca.

Emagrecer é um dos benefícios da maçã

“Por se tratar de uma fruta rica em fibras e água, causa a sensação de saciedade e diminui o apetite. Ela tem a pectina na casca que diminui a absorção de açúcar, e isso é excelente para quem quer emagrecer. Além disso,  quem come uma maçã 15 minutos antes das refeições ingere 200 calorias a menos (a maçã tem baixa caloria inclusive). Na casca existe o ácido sólico que reduz a chance da pessoa ficar obesa, aumenta a massa muscular, então é super importante para o emagrecimento.

Maneiras de consumir

“Aqui no Brasil a maçã Gala é a que todos consomem e gostam, uma das vantagens é que ela possui muito antioxidante e tem prioridades anti-inflamatórias. Já a maçã Argentina, (bem vermelha) ajuda ainda mais na digestão. A maçã Fuji é boa para fazer doce. A maçã verde é maravilhosa, ela é rica em flavonoide, vitamina c, antioxidantes, poucas calorias e muitas fibras, ou seja é muito boa para a saúde.

Àqueles que não são fãs dessa fruta podem consumi-la em outro formato, como colocar um pouco de canela e esquentar no micro-ondas, além de ficar saboroso, a canela tem todos os benefícios para a saúde e diminui um pouco da acidez da maçã.

Canela é um bom complemento para os benefícios da maçã

A combinação da canela e maçã diminui até mesmo o apetite. É possível cortar ela ao meio num prato em cima de um papel manteiga, deixar de 4 a 5 minutos, até ela ficar sequinha, tipo chips. Em seguida, quando ela começar a ficar com as bordas viradinhas, pode virar e deixar mais 30 segundos, até ela ficar bem crocante. Logo após, é só salpicar com canela e deixar ela secar. 

“O chá de maçã com canela também é benéfico à saúde, principalmente quando ela já está mais passada e você não quer perder, uma dica é cortar em cubinhos de gelo e deixar congelar, pois assim que descongelar pode transformar em uma bebida”. 

“Vale bater a poupa da fruta no liquidificador com água para tomar gelado. Ou se preferir quente, basta esquentar e tomar a bebida. Que além de trazer benefícios à saúde o organismo será abastecido com nutrientes”, finaliza a especialista.

Fonte: Dra. Valéria Goulart, médica nutróloga com título de especialista pela Associação Brasileira de Nutrologia (ABRAN). Publicado em MSN

Refrigerantes matam 184,4 mil pessoas por ano no mundo



Cuidado, refrigerante pode te matar. Pelo menos é o que indica um levantamento realizado na Tufts University, dos EUA, que mostra que 184,4 mil pessoas morrem por ano por conta do consumo de refrigerantes, energéticos, chás gelada e bebidas a base de frutas. Os dados são provenientes de pesquisa realizada entre 1980 e 2010 em 51 países.

“Este é um fato muito preocupante. Se os jovens continuarem consumindo essas bebidas no mesmo nível em que as ingerem agora, isso levará a taxas muito mais altas das que registramos hoje de mortes e de pessoas que se tornam incapazes por conta de enfermidades cardíacas ou da diabetes”, afirmou, em entrevista à revista ISTOÉ, a pesquisadora Gitanjali Singh, responsável pelo estudo.

 A maior parte das mortes — 75% delas, no caso — acontece em países pobres e em desenvolvimento. A maior parte das mortes ocorre por conta de diabetes e, segundo indica o relatório, 133 mil mortes em diabéticos são causadas por consumo dessas bebidas. Ainda existem 45 mil óbitos por conta de doenças cardiovasculares e outros 6,4 mil por conta de câncer. Tudo ligado às bebidas açucaradas.[Fonte: Yahoo]

Pressão alta, diabetes e obesidade podem ser sinais de alerta para doença renal


Pessoas com pressão alta, diabetes e obesidade fazem parte dos chamados grupos de risco para problemas renais. Casos da doença na família, idade superior a 50 anos e uso de remédio sem orientação médica também ampliam as chances de o problema ser diagnosticado. O alerta foi feito pela Sociedade Brasileira de Nefrologia no Dia Mundial do Rim, lembrado hoje (14/03/2013).
Dados do órgão indicam que cerca de 10 milhões de brasileiros sofrem com algum tipo de disfunção renal. A taxa de prevalência é 50 casos para cada 100 mil habitantes. Em entrevista à Agência Brasil, o presidente da sociedade, Daniel Rinaldi, destacou que sem um diagnóstico preciso, a maioria dos pacientes morre sem sequer ter acesso à diálise (principal tratamento para a doença em estágio avançado).
— Nossa intenção é alertar esses grupos de risco para que possam perguntar ao médico como está a função dos seus rins. Temos dois exames extremamente simples e baratos para diagnosticar precocemente a doença renal — a creatinina no sangue e o exame de urina para detectar perda de sangue e albumina [um tipo de proteína].
Rinaldi lembrou que o diagnóstico precoce pode conter o avanço da doença renal crônica. Dessa forma, pacientes que sofrem de diabetes, por exemplo, não precisam se submeter à diálise, mas controlar a alimentação, enquanto pessoas com pressão alta devem reduzir a ingestão de sal e ingerir bastante líquido.
— Esses exames têm que fazer parte do check up. Todo mundo conhece seu colesterol e sua glicemia, mas quase ninguém sabe como está a sua creatinina.
A estimativa da sociedade é que mais de 35 milhões de brasileiros sejam hipertensos e que 8 milhões sejam diabéticos.
Os números mostram ainda que em torno de 100 mil brasileiros fazem diálise no País atualmente. A taxa de internação hospitalar para esse tipo de serviço é 4,6% ao mês. Mais de 70% dos pacientes que iniciam o tratamento descobrem a doença quando os rins já estão gravemente comprometidos. A taxa de mortalidade entre eles aumentou 38% na última década.[Fonte: R7]

ONU: indústria agroalimentícia coloca saúde pública em risco


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, acusou nesta segunda-feira algumas indústrias agroalimentícias de colocar a saúde pública em situação de risco para proteger seus interesses, em uma reunião de cúpula sobre doenças não-transmissíveis realizada à margem da Assembleia Geral das Nações Unidas que contou com a participação da presidente brasileira Dilma Rousseff.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 36 dos 57 milhões de mortes registradas no mundo anualmente se devem a doenças não transmissíveis como o câncer, diabetes, problemas respiratórios crônicos e hipertensão.
As estimativas da OMS assinalam que o número de mortos provocadas por estas doenças aumentará 17% no mundo na próxima década, com uma alta de 24% apenas para a África.
Ao referir-se a estas doenças, Ban Ki-moon recordou que existe "uma história vergonhosa e bem documentada de certos atores na indústria que ignoram a ciência e, inclusive, sua própria pesquisa".
"Deste modo, colocam a saúde pública em situação de risco para proteger seus interesses", denunciou o secretário-geral da ONU.
Neste sentido, Dilma Rousseff pediu à ONU um aumento nos esforços para prevenir e tratar as doenças não-transmissíveis, recordando o enorme custo humano e material que representam, ou seja, 1% do PIB no caso do Brasil.
"Em meu país, 72% das mortes não violentas entre as pessoas com menos de 70 anos estão vinculadas a estas doenças. Atingem também os mais pobres e os mais vulneráveis", declarou Rousseff em uma reunião de alto nível sobre este tema organizada em Nova York à margem da Assembleia Geral anual das Nações Unidas.
"As perdas em produtividade e os custos ocasionados nas famílias e no sistema unificado de saúde equivalem a 1% de nosso PIB", explicou.
A presidente ressaltou que "a desproporcional incidência entre os mais pobres prova a necessidade de uma resposta global a este problema", e lembrou que, para o Brasil, "o acesso a medicamentos faz parte do direito humano à saúde".
Ela enumerou algumas das iniciativas lançadas por seu governo, como, por exemplo, a favor de quem sofre de hipertensão e diabetes, através da distribuição gratuita de medicamentos em 20.000 farmácias públicas e particulares.
"Nos primeiros sete meses de meu governo, este esforço alcançou 5,4 milhões de brasileiro, triplicando o número de pacientes beneficiados", exemplificou.
De fato, 80% das mortes por doenças não-transmissíveis acontecem por doenças não-transmissíveis ocorrem em países em desenvolvimento.
A diretora da OMS, Margaret Chan, denunciou, por sua vez, os problemas ocasionados pelo cigarro, o sal, as gorduras não saturadas e o açúcar.
"Nós nos manifestamos por mudanças no modo de vida e as regras rígidas para o uso do tabaco", afirmou Chan, para quem a reunião desta segunda "deve ser um chamado para despertar os governos no mais alto nível, levando em conta que o aumento mundial destas doenças é um desastre anunciado".
"Os alimentos preparados ricos em sal, gorduras saturadas e açúcar se converteram nos novos alimentos de primeira necessidade em quase todos os cantos do mudo", criticou Chan.
"Para um número crescente de pessoas são a forma mais barata para encher o estômago que tem fome", enfatizou.
Uma declaração política adotada pelos chefes de Estado e de Governo dos 13 países membros da ONU se refere de forma explícita ao efeito prejudicial do sal, açúcar e gorduras saturadas nos regimes alimentares.
Uma fonte da ONU, que não quis revelar sua identidade, enfatizou que esta menção sofreu a resistência por parte de lobbies vinculados a esses produtos.
Esta reunião sobre doenças não-transmissíveis é a primeira de importância na agenda da Assembleia Geral anual da ONU em Nova York. [fonte: terra]

Dia Mundial da Diabetes ilumina monumentos pelo mundo para alertar sobre a doença


Sedentarismos, obesidade e maus hábitos de consumo alimentar são as principais causas da doença em adultos; mas casos vêm crescendo entre jovens.
Uma campanha em 25 países pretende alertar a população sobre os perigos da diabetes nesta sexta, 14 de novembro, dia marcado para a conscientização sobre a doença. O propósito é também defender políticas públicas que favoreçam e possibilitem aos doentes viverem mais e melhor. Cerca de 300 monumentos em todo o globo serão iluminados com a cor azul, representando o símbolo da luta contra o mal. No Brasil, 106 locais vão receber a luz, entre eles o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, a Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, e o Marco Zero, em Recife.As ocorrências da doença vêm crescendo no mundo todo, e, apesar de não ser transmissível, ela já é considerada uma epidemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Em 2000, 177 milhões de pessoas eram portadores de diabetes e a previsão é que este número chegue a 350 milhões em 2025. Segundo o Ministério da Saúde, a estimativa é o que o Brasil tenha 10 milhões de portadores até 2010 e a grande responsável pelo aumento da incidência da diabetes é a falta de hábitos saudáveis, como sedentarismo, dieta inadequada e obesidade.
A doença
A diabetes se caracteriza por um distúrbio no metabolismo do organismo chamado de hiperglicemia, ou seja, quando a taxa de glicose no sangue fica muito alta. Ela pode ocorrer quando há falta de insulina, hormônio que regula esta taxa, ou quando ela não atua de forma eficaz.A insulina é produzida pelo pâncreas e é essencial para que nosso corpo consiga absorver e utilizar a glicose (um tipo de açúcar, gerado ao final da digestão de alimentos doces ou com carboidratos), que é a principal fonte de energia do organismo.
A diabetes costuma gerar complicações, disfunções e insuficiência em vários órgãos, principalmente olhos, rins, nervos, coração e vasos sangüíneos. Ela pode atingir pessoas de todas as faixas etárias, sem distinção de sexo, raça e condições sócio-econômicas.Estudos mostram que a diabetes do tipo 2 (ver abaixo) pode ser prevenida facilmente, assim como suas complicações agudas e crônicas.
Tipos de diabetes
A doença apresenta duas formas básicas. A chamada de tipo 1 se caracteriza pela falta de produção de insulina pelo organismo. Por conta dessa deficiência o paciente vai precisar de doses diárias do hormônio pelo resto da vida para conseguir metabolizar o açúcar. Não se sabe ao certo por que as pessoas desenvolvem o diabetes tipo 1. Sabe-se que há casos em que algumas pessoas nascem com genes que as predispõem à doença, mas outras têm os mesmos genes e não têm diabetes. Outro dado é que, no geral, o diabetes tipo 1 é mais freqüente em pessoas com menos de 35 anos, mas ela pode pode surgir em qualquer idade. Já o tipo 2 é mais freqüente e em geral aparece após os 40 anos de idade. Ela é caracterizada pelo desenvolvimento de uma resistência à insulina. O corpo continua a produzir o hormônio, mas não o absorve e por isso passa a não conseguir metabolizar o açúcar. Esta reação costuma ser uma conseqüência da obesidade e do sedentarismo e é associada a pessoas com mais de 40 anos. Entretanto, pesquisas recentes mostram que o número de jovens que desenvolvem a doença devido a um estilo de vida pouco saudável está crescendo.
Sintomas
A diabetes do tipo 1 pode começar repentinamente e costuma incluir os seguintes sintomas:
- Sentir muita sede
- Perder peso rapidamente
- Sentir fome exagerada
- Ter cansaço inexplicado
- Sentir muita vontade de urinar
- Ter problemas de cicatrização
- Ficar com a visão embaçada
- Desenvolver falta de interesse e de concentração
- Ter vômitos e dores estomacais, freqüentemente diagnosticados como gripe
As mesmas reações costumam acontecer com pessoas que desenvolvem a diabetes do tipo 2, mas elas em geral são intensas. Crianças que têm este tipo da doença podem até nem apresentar sintomas.

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