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OMS investiga caso de transmissão do zika por contato sexual

A OMS Organização Mundial da Saúde afirmou nesta segunda-feira (25/01/2016) que está investigando um caso de transmissão do zika vírus por contato sexual, sem dar detalhes de onde e quando o caso teria ocorrido.
"O zika já foi isolado em sêmem humano, e já foi descrito um possível caso de transmissão sexual de pessoa-para-pessoa", afirmou um comunicado da OMS, distribuído pela agência de notícias Reuters. "Mais evidência porém, é necessária para confirmar se o contato sexual é um modo de transmissão."
O relato foi divulgado durante o encontro do painel executivo da entidade, em Genebra, que discute epidemias em escala global. A única via de transmissão confirmada para o vírus é o mosquito Aedes aegypti, mas outras estão sendo investigadas. Não há nenhuma evidência ainda de transmissão pelo leite materno.
Sêmen
Um estudo publicado na revista científica “Emerging Infectious Diseases” em maio de 2011 relata o caso de um cientista americano que, ao voltar do Senegal para os EUA em 2008, quando o país africano era acometido por surto do zika vírus, desenvolveu os sintomas da infecção já em casa, no estado do Colorado.

O fato de sua mulher, que não saíra dos EUA, também ter sido infectada pelo zika foi interpretado pelos pesquisadores como um indício de uma possível transmissão sexual, pelo sêmen, do vírus. A OMS não confirmou, porém, se a investigação conduzida agora se refere a esse caso.
Américas
O mais recente comunicado da entidade afirma que o zika vírus, associado a casos de microcefalia, deve se espalhar por todos os países das Américas, com exceção do Canadá e do Chile.

Segundo a agência internacional, a doença já está presente em 21 países e territórios da região, tendo se espalhado desde março de 2015. A disseminação rápida se deve à baixa imunidade que a população local possui para o vírus, originário da África.
Em áreas continentais, já relataram casos 15 países: Brasil, Suriname, El Salvador, Guatemala, Paraguai, México, Venezuela, Panamá, Honduras, Guiana Francesa, Colômbia, Guiana, Equador, e Bolívia. No Caribe, foram afetados Guadalupe, Martinica, São Martinho, República Dominicana, Haiti, Porto Rico e Barbados.
Viagens
A OMS recomendou às mulheres que viajarem para regiões onde há casos da doença que procurem um profissional da saúde antes e depois da viagem.
Segundo a agência, ainda não está claro por que o vírus parece estar causando microcefalia no Brasil.

A diretora-geral da OMS, Margaret Chan, afirmou em encontro do painel executivo da entidade que pediu a Carissa Etienne, chefe da OMS nas Américas, que produza um novo relatório sobre a situação na região no fim desta semana.
"Apesar de uma ligação causal entre a infecção por zika na gravidez e a microcefalia não ter sido estabelecida, e enfatizo que não o foi, a evidência circunstancial é sugestiva e extremamente preocupante", afirmou Chan. "Um aumento na ocorrência de sintomas neurológicos, percebida em alguns países em coincidência com a chegada do vírus, se soma à preocupação." [Fonte: G1]

Mais de 1,1 bilhão de jovens podem sofrer perdas de audição

Fone de ouvido com volume alto vai causar problemas de audição
Mais de 1,1 bilhão de jovens correm risco de sofrer perdas de audição devido a práticas inseguras e exposição a barulho excessivo, como usar fones de ouvido reiteradamente, segundo um informe da Organização Mundial da Saúde divulgada nesta sexta-feira.
O estudo alerta que atualmente já existem mais de 43 milhões de jovens entre 12 e 35 anos com deficiências auditivas. A população mundial nesta faixa de idade é de entre 2,5 e 3 bilhões.
Nos países de renda média e alta, quase 50% dos jovens de entre 12 e 35 anos escutam música em dispositivos eletrônicos em níveis inseguros.
Além disso, cerca de 40% destes jovens estão expostos a níveis excessivos de barulho em discotecas, bares e eventos esportivos.
Cientificamente, um nível inseguro de ruído é estar exposto a 85 decibéis durante mais de oito horas ou a 100 decibéis durante 15 minutos. Cem decibéis é o nível médio de uma discoteca.
Diante da situação, e para evitar maiores riscos e danos, a OMS sugere algumas ações fáceis e práticas: baixar o volume dos dispositivos e deixá-los a um máximo de 60% de sua capacidade; limitar o tempo de exposição ao barulho; e estar atento a sinais de perda de audição, como assobios no ouvido ou dificuldade para escutar após permanecer exposto ao barulho.
Outras orientações são utilizar os níveis de ruído recomendado pelos próprios aparelhos eletrônicos e ir regularmente ao otorrino.
Além disso, a OMS sugere que pais e professores eduquem os jovens sobre os riscos de barulho excessivo.
A organização propõe ainda que os fabricantes de dispositivos eletrônicos incluam na sua configuração a indicação de níveis seguros de ruído e informação sobre os riscos de ultrapassá-los.
A OMS recomenda ainda que centros de lazer e esporte diminuam o volume, ofereçam tampões aos clientes e espaços sem barulho.
Finalmente, a organização pede que os governos modifiquem a lei para limitar o ruído das atividades recreativas.[Fonte: UOL]

OMS: epidemia de ebola é emergência de saúde pública mundial


A Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou hoje (8/8/14) que a epidemia de febre hemorrágica pelo vírus ebola, registrada em pelo menos quatro países da África Ocidental, é emergência de saúde pública de alcance mundial.


"A OMS aceitou as conclusões" da Comissão de Emergência Sanitária, que esteve reunida quarta (6/8/14) e quinta-feira desta semana em Genebra, informou a diretora-geral da organização, Margaret Chan. Segundo ela, a comissão foi unânime em considerar que se verificam as condições de uma emergência de saúde pública de alcance mundial. Diante de uma situação que continua a agravar-se, é necessária uma resposta internacional coordenada para "travar e fazer recuar a propagação internacional do ebola", acrescentou.



A epidemia de ebola, que já causou a morte de cerca de mil pessoas desde o início do ano, com mais de 1.700 casos suspeitos, é a mais mais grave das últimas quatro décadas, destacou Chan.



Ela disse que os países da África Ocidental mais atingidos - Libéria, Serra Leoa, Guiné-Conacri e Nigéria - não têm meios para responder sozinhos à doença e pediu à comunidade internacional que forneça o apoio necessário.



A comissão alertou que os Estados devem estar preparados para detectar e tratar casos de ebola, além de facilitar a retirada de cidadãos, em particular pessoal médico, que estiveram expostos ao vírus da febre hemorrágica.



A comissão lembrou que os chefes de Estado dos países afetados devem "decretar estado de emergência" e "dirigir-se pessoalmente à nação para fornecer informações sobre a situação".



O responsável da OMS para a epidemia, Keiji Fukuda, adjunto de Margaret Chan, disse que a quarentena de pessoas suspeitas de infecção deve ser 30 dias, já que o tempo de incubação é 21 dias.



As pessoas que estiveram em contato com os doentes, à exceção do pessoal médico equipado com roupa protetora, não devem ser autorizadas a viajar.



Keiji Fukuda lembrou ainda que as tripulações de voos comerciais, que se desloquem a países afetados, devem receber formação específica e material médico para proteção pessoal e dos passageiros.







"Impedir as companhias aéreas de viajar para esses países iria afetar a sua economia", observou Chan.



A comissão recomendou também que todas as pessoas que saiam de países afetados sejam examinadas nos aeroportos, portos e principais postos fronteiriços, mediante um questionário e medição da temperatura, devendo ser impedidos de viajar quaisquer casos suspeitos.



O vírus já causou pelo menos 932 mortos e infectou mais de 1.700 pessoas desde que surgiu, no início do ano, na Guiné-Conacri, de acordo com a OMS.



A Libéria, a Guiné-Conacri e Serra Leoa decretaram estado de emergência. O vírus do ebola é transmitido por contato direto com o sangue, líquidos ou tecidos de pessoas ou animais infectados.



A febre manifesta-se por meio de hemorragias, vômitos e diarreias. A taxa de mortalidade varia entre 25% e 90% e não é conhecida uma vacina contra a doença. O vírus foi detectado pela primeira vez em 1976 na República Democrática do Congo. [Fonte: Yahoo]

OMS recomenda ingerir menos de cinco gramas de sal por dia


O sal é um dos responsáveis pela tensão arterial elevada e por doenças cardiovasculares RUI GAUDÊNCIO

Pela primeira vez, as recomendações também abrangem as crianças com mais de dois anos.

Se tem o hábito de pegar no saleiro e polvilhar a comida com umas pitadas de sal, é melhor pensar duas vezes. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou esta quinta-feira que um adulto consuma por dia menos de dois gramas de sódio – ou seja, menos de cinco gramas de sal – para reduzir os níveis de tensão arterial e as doenças cardiovasculares.
Pela primeira vez, a OMS faz recomendações também para as crianças com mais de dois anos de idade, para que as doenças relacionadas com a alimentação não se tornem crónicas na idade adulta. Neste caso, a OMS diz que os valores devem ainda ser mais baixos do que os dois gramas de sódio, devendo ser adaptados tendo em conta o tamanho, a idade e as necessidades energéticas.
Além do sódio, as recomendações incluem o potássio, cujos valores diários devem ser de, pelo menos, 3,51 gramas. Uma pessoa com níveis de sódio elevados e de potássio baixos corre riscos cardiovasculares, aumentando a tensão arterial e a possibilidade de doenças cardíacas e tromboses, sublinha a OMS. “Actualmente, a maioria das pessoas consome sódio a mais e potássio a menos”, refere ainda a OMS, citada pela agência Reuters.
Além do sal (ou cloreto de sódio) que adicionamos à comida, há que ter em atenção que os próprios alimentos já têm sódio. Por exemplo, por cada 100 gramas, o leite tem 50 miligramas de sódio, os ovos 80 e o pão 250.
Já o potássio encontra-se em alimentos como o feijão e as ervilhas (1300 miligramas por cada 100 gramas), em vegetais como os espinafres e as couves (550 miligramas) e em frutas como as bananas (300 miligramas).[Fonte: Publico.pt]

O barulho também mata!!!

Embora não pareça, o barulho é uma das principais causas de morte no mundo todo, segundo OMS. Calcula-se que milhares de pessoas morrem anualmente vítimas deste problema:
A música, a palavra e a voz consomem grande parte de nossas vidas. Um mundo sem som seria triste, mas seu excesso também não é agradável. Tudo deve estar na medida certa: assim é o que determina a Organização Mundial da Saúde (OMS), que acaba de elaborar um relatório sobre a poluição acústica denunciando o aumento no número de mortes provocadas pelo barulho ao longo do planeta.
Segundo o relatório, publicado na revista "New Scientist", estes desagradáveis sons acabam com a vida de milhares de pessoas no mundo todo. É um problema grave, que ainda não recebeu a atenção necessária.
De acordo com os autores do estudo, a exposição a níveis de barulho superiores aos 50 decibéis representa cerca de 210.000 do total de mortes provocadas por ataques cardíacos anualmente.
Mas o barulho também nos traz toda uma série de males à nossa vida cotidiana, entre os quais se destacam a perda de capacidade auditiva, insônia, estresse, falta de concentração, problemas cardiovasculares, depressão e até impotência sexual ou problemas no feto das mulheres grávidas.
América Latina, cada vez mais exposta ao barulho:
A OMS adverte que a América Latina está cada vez mais exposta ao barulho. Apesar de os países latino-americanos e caribenhos terem normas para evitar o barulho prejudicial, sejam elas severas ou não, quase ninguém as cumpre, e o problema persiste na maioria dos espaços públicos da região.
Música alta, construções, tráfego de veículos, ofertas de produtos de lojas através de alto-falantes e até a pregação religiosa - que costuma contar com potentes equipamentos de som- fazem parte do panorama em cidades como Rio de Janeiro, São Paulo, Assunção, Caracas, Guayaquil, Lima, La Paz, Montevidéu, Quito, San Salvador, Santo Domingo e Tegucigalpa.
A Cidade do México é uma das localidades que apresenta mais poluição industrial, visual e sonora em todo o mundo. Sua legislação estabelece o nível máximo de barulho de 85 decibéis em discotecas, restaurantes e salões de festas - número muito superior ao recomendado pela OMS.
Mas outras cidades latino-americanas também estão muito longe de cumprir as recomendações, como Buenos Aires e Santiago do Chile.
Na capital argentina, por exemplo, os 80 decibéis são facilmente superados a qualquer hora do dia, enquanto em Santiago do Chile, o barulho alcançou os 81 em algumas ruas do centro desde que começou o novo sistema de transportes público "Transantiago", através do qual apenas 16% da população não corre o risco de sofrer algum grau de perda auditiva.
Barulho também assola Europa:
Os altos níveis de barulho também são um problema para a Europa. Segundo a revista, anualmente são perdidos mais de 600.000 anos potenciais de vida sadia por culpa de doenças envolvedo o excesso de barulho.Além disso, a mania dos europeus mais jovens de ouvir música alta faz com que quase 2% dos habitantes entre sete e 19 anos já tenham perdido parte de sua capacidade auditiva.
Mas o barulho também está por trás dos graves distúrbios do sono que afetam 2% dos europeus e de 3% dos casos de tinnitus - um fenômeno de personalidade perceptiva caracterizado por contínuos assobios nos ouvidos - que afetam aos cidadãos europeus.
Com isso, é preciso tomar consciência sobre o assunto e denunciar todos aqueles que infringem a lei e colocam em risco a nossa saúde.

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