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Por Que Tantos Brasileiros Vivem Até os 110 Anos de Idade? Qual é o Segredo?

 

©Shutterstock / Laine Paiva

Revelações surpreendentes

Embora o Brasil se apresente como um país desenvolvido, a população local enfrenta disparidades significativas no acesso à saúde. Apesar disso, há um grande número de idosos, que muitas vezes ultrapassam os 100 anos de idade.

As pessoas podem influenciar muitas coisas em suas vidas, mas a idade está fora de seu controle. Ou a morte pode realmente ser adiada? Como é possível que os brasileiros desafiem os estragos do tempo? Os especialistas encontraram a resposta.

Viver até os cem anos de idade não é uma raridade

Quando pensamos na velhice, muitas vezes dizemos que não queremos viver até uma certa idade. Embora a vida humana média dure cerca de sete décadas, e o período entre 80 e 90 anos seja considerado abençoado, na América do Sul o limite de idade está aumentando significativamente.

De acordo com as estatísticas, o Brasil tem um número surpreendentemente alto de centenários que ainda estão física e mentalmente aptos. Um exemplo é a freira Inah, que viveu até os 116 anos e se comunicou com astúcia até seus últimos dias. E ela não é a única; há muitos registros de longa data de pessoas com 110 anos ou mais. Juntamente com o Japão e a Itália, onde geralmente há muitos centenários, o Brasil é um dos países com uma receita secreta contra o envelhecimento.

A pesquisa revela as causas

Uma equipe de pesquisa liderada por Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo, tem se debruçado sobre esse interessante grupo demográfico para descobrir a causa dessa idade elevada. A população brasileira é a prova de que a chave para uma vida longa não é apenas uma assistência médica de primeira linha. Embora muitas vezes enfrentem a pobreza e o acesso limitado à assistência médica, muitos deles vivem muito mais do que pessoas de países com opções mais acessíveis.

A pesquisa concentrou-se em 160 pessoas com 100 anos ou mais que vivem no Brasil. Também incluiu 20 dos chamados supercentenários, aqueles com mais de 110 anos de idade. A maioria desses residentes vivia sem visitar médicos ou usar medicamentos. Apesar disso, eles resistiram a doenças graves, incluindo a COVID-19, à qual se submeteram sem nenhuma consequência séria.

O sistema imunológico ainda está ativo

À medida que envelhecemos, o corpo humano perde sua capacidade de se defender contra vírus e outras substâncias nocivas. No entanto, o estudo descobriu que isso não era totalmente verdade para alguns brasileiros, pois seus sistemas imunológicos envelheciam de forma diferente. Embora normalmente se deteriore, ele permaneceu ativo. Isso se deve a um tipo específico de células imunológicas que são quase inexistentes em pessoas jovens.

Essas são as células T CD4⁺, cuja função é atacar células danificadas ou infectadas. Esses indivíduos também têm células B que produzem anticorpos naturais (chamadas células NAB), que reduzem o risco de infecções e inflamações crônicas. Isso evita o surgimento de doenças relacionadas à idade, como a demência ou o mal de Alzheimer.

Propriedades exclusivas das células

Os cientistas também notaram propriedades interessantes no interior das células. Os mecanismos de autofagia e proteassoma, que removem partes danificadas, disfuncionais ou antigas das células, funcionam de forma semelhante em alguns idosos e em pessoas mais jovens.

Na maioria das pessoas, esse processo se torna mais lento a partir dos 60 anos de idade, mas parece ocorrer muito mais tarde nos brasileiros. Uma pesquisa mais detalhada poderia, portanto, levar a outras revelações.

A chave parece ser a composição genética

Pistas genéticas que provavelmente estão relacionadas à singularidade do envelhecimento dos brasileiros também têm atraído a atenção dos cientistas. Existem genes raros no sistema imunológico, como o HLA-DQB1, o HLA-DRB5 ou o IL7R, que influenciam a intensidade das reações inflamatórias e o próprio sistema imunológico.

Também é importante considerar a diversidade genética dos brasileiros. A colonização, a migração e a imigração levaram à mistura de diferentes etnias e nações, resultando em uma rica mistura de genes. Se os pesquisadores observassem mais de perto esses contextos, provavelmente poderiam descobrir novos fatores de proteção que levam à velhice.

“Essas variantes raras, que permanecem negligenciadas na maioria dos painéis de referência global, podem estar por trás de adaptações imunológicas ou biológicas exclusivas que contribuem para o envelhecimento saudável nessa população”, afirmam os autores do estudo.

Extensão da vida

Embora as pessoas com mais de 100 anos sejam consideradas uma raridade, às vezes até uma curiosidade, elas devem ser vistas como a descoberta de uma maneira de garantir a longevidade. Cientistas de todo o mundo estão constantemente tentando descobrir uma maneira de garantir uma expectativa de vida média mais alta.

“Os supercentenários representam muito mais do que exemplos de sobrevivência biológica prolongada – eles incorporam os princípios de resiliência, adaptabilidade e resistência. Essas são exatamente as qualidades que a pesquisa biomédica deve procurar descobrir se nosso objetivo não for apenas prolongar o tempo de vida, mas também melhorar a qualidade de vida das populações que estão envelhecendo“, acrescentam os autores. FONTE: MSN

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Professor de Nutrição Com Mais de 100 Anos de Idade Ensina 7 Regras Para Uma Vida Longa e Saudável

 


Se você está em busca de uma longevidade com saúde, siga os conselhos desse nutricionista centenário.


Quais são os hábitos de vida você deseja ter quando chegar à velhice? Diante de tantos avanços científicos e na medicina, uma longevidade com saúde agora é uma realidade.

Mas para alcançar esse patamar, é recomendado seguir as três regras básicas e eficazes nomeadas por um Prêmio Nobel de Química ou, simplesmente, considerar os conselhos de quem chegou lá.

É o caso de John Scharffenberg, professor adjunto da escola de saúde pública da Universidade de Loma Linda, que aos 101 anos dirige um Toyota Prius vermelho e é uma estrela do YouTube. 

Ele compartilha dicas de uma vida saudável seguida por ele, incluindo jejum intermitente e uma dieta baseada em vegetais, e viaja pelo mundo para dar palestras sobre como viver mais tempo com pequenas  mudanças no estilo de vida.

Família do centenário não tem a característica de ser longeva 

A longevidade não é uma característica genética da família de Scharffenberg: sua mãe morreu aos 60 anos de Alzheimer e seu pai, aos 76, de ataque cardíaco.

O centenário acredita que sua sobrevivência além dos 100 anos se deve à sua maior atividade física em comparação com seus dois irmãos, que ele sobreviveu.

"A principal diferença é que eu me exercitava muito", afirmou Scharffenberg ao TODAY.com. "O momento da vida em que você se exercita é o mais importante, meia-idade, dos 40 aos 70 anos", acrescentou.

Segundo o especialista, é nessa época que você mais precisa, porque é quando as pessoas geralmente relaxam, têm mais dinheiro, compram mais comida, ficam mais sentadas, comem mais: "E esse é o caminho errado a seguir."

As doenças cardiovasculares são as principais responsáveis pela redução da vida das pessoas

Scharffenberg destaca que as doenças cardiovasculares, como ataque cardíaco e derrame, são as principais causas de morte no mundo.

No entanto, a maioria dos casos pode ser evitada com um estilo de vida saudável, segundo a Organização Mundial da Saúde.

As 7 regras de estilo de vida para uma longevidade saudável

O nutricionista aconselha que as pessoas sigam essas sete regras de estilo de vida se desejam viver mais tempo:

1. Não use tabaco

O centenário nunca fumou, pois ressalta que o tabagismo prejudica quase todos os órgãos do corpo.

2. Não beba álcool

Ele afirma que nunca bebeu álcool e rejeita a ideia de que o consumo moderado é benéfico para a saúde. Estudos mostram que os benefícios para o coração são superados pelo aumento do risco de câncer.  Segundo a OMS, nenhuma quantidade de álcool é segura.

3. Exercícios físicos

"Embora eu seja nutricionista, acho que o exercício é ainda mais importante do que a nutrição", afirma o especialista, acrescentando que não é necessário "correr uma maratona".

Scharffenberg destaca que caminhar é um excelente exercício e cita um estudo que mostrou que pessoas que caminham mais de 3 quilômetros por dia têm metade da taxa de mortalidade em comparação com aquelas que caminham distâncias menores.

4. Mantenha um peso saudável

Estar acima do peso ou ter obesidade aumenta o risco de diabetes tipo 2, pressão alta, doenças cardíacas e câncer. Scharffenberg acredita que sobreviveu a seus irmãos devido à prática do jejum intermitente, fazendo duas refeições por dia - café da manhã e almoço - e pulando o jantar. Ele para de comer no início da tarde até as 6h30 da manhã seguinte.

5. Coma menos carne

Scharffenberg segue uma dieta vegetariana equilibrada desde os 20 anos. Sua alimentação é baseada em vegetais, com leite e ovos, e inclui frutas como manga e caqui, macadâmias, nozes, sementes e batatas.

6. Coma menos açúcar

Procure maneiras de modificar as receitas para ingerir menos açúcar, aconselha Scharffenberg. Ele gosta de waffles feitos com aveia, uma receita saudável criada por sua esposa. Em vez de encharcá-los com calda açucarada, ela os serve com creme de caju e bananas ou frutas vermelhas por cima.

7. Coma menos gordura saturada

A American Heart Association recomenda que menos de 6% das calorias sejam provenientes de gordura saturada, o que significa essencialmente uma dieta vegetariana, afirma Scharffenberg. "A dieta ideal é a dieta vegetariana", ressalta ele ao público durante suas palestras: "Rezo para que todos vocês vivam o estilo de vida correto."

FONTE: MSN

Cientista prevê a 'cura' do envelhecimento

Se as previsões de Aubrey de Grey estiverem certas, a primeira pessoa a comemorar seu aniversário de 150 anos já nasceu. E a primeira pessoa a viver até os mil anos pode demorar menos de 20 anos para nascer.
Biomédico gerontologista e cientista-chefe de uma fundação dedicada a pesquisas da longevidade, De Grey calcula que, ainda durante a sua vida, os médicos poderão ter à mão todas as ferramentas necessárias para "curar" o envelhecimento -- extirpando as doenças decorrentes da idade e prolongando a vida indefinidamente.
"Eu diria que temos uma chance de 50 por cento de colocar o envelhecimento sob aquilo que eu chamaria de nível decisivo de controle médico dentro de mais ou menos 25 anos", disse De Grey numa entrevista antes de proferir uma palestra no Britain's Royal Institution, uma academia britânica de ciências.
"E por 'decisivo' quero dizer o mesmo tipo de controle médico que temos sobre a maioria das doenças infecciosas hoje", acrescentou.
De Grey antevê uma época em que as pessoas irão ao médico para uma "manutenção" regular, o que incluiria terapias genéticas, terapias com células-tronco, estimulação imunológica e várias outras técnicas avançadas.
Ele descreve o envelhecimento como o acúmulo de vários danos moleculares e celulares no organismo. "A ideia é adotar o que se poderia chamar de geriatria preventiva, em que você vai regularmente reparar o danos molecular e celular antes que ele chegue ao nível de abundância que é patogênico", explicou o cientista, cofundador da Fundação Sens (sigla de "Estratégias para a Senilitude Programada Desprezível"), com sede na Califórnia.
Não se sabe exatamente como a expectativa de vida vai se comportar no futuro, mas a tendência é clara. Atualmente, ela cresce aproximadamente três meses por ano, e especialistas preveem que haverá um milhão de pessoas centenárias no mundo até 2030.
Só no Japão já há mais de 44 mil centenários, e a pessoa mais longeva já registrada no mundo foi até os 122 anos.
Mas alguns pesquisadores argumentam que a epidemia de obesidade, espalhando-se agora dos países desenvolvidos para o mundo em desenvolvimento, poderá afetar a tendência de longevidade.
As ideias de De Grey podem parecer ambiciosas demais, mas em 2005 o MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts) ofereceu um prêmio de 20 mil dólares para qualquer biólogo molecular que provasse que as teorias da Fundação Sens são "tão erradas que nem são dignas de um debate bem informado". Ninguém levou a bolada.
O prêmio foi instituído depois que um grupo de nove cientistas influentes atacou as teorias de Grey, qualificando-as de "pseudociência". Os jurados concluíram que o rótulo não era justo, e argumentaram que o Sens "existe em um meio termo de ideias ainda não testadas que algumas pessoas podem considerar intrigantes, mas das quais outras estão livres para duvidar."[Fonte: Yahoo]


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