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quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Estresse e Coração

Estresse: o grande inimigo do coração:


O primeiro enfarte quem já teve nunca esquece. Mas muita gente que já passou por um ataque cardíaco pode não lembrar de se cuidar. Tem o cardíaco que reclama do preço dos remédios, aquele que desiste da atividade física, ou até o que pensa que os remédios não são para sempre. Um pequeno deslize - ou vários ao mesmo tempo - tende a aumentar as chances de um segundo enfarte, o que, em muitos casos, poderá ser fatal.
Existe também o paciente certinho - aquele que corta radicalmente a gordura do cardápio e passa a se exercitar diariamente. No entanto, amaldiçoa todos os antepassados enquanto está na academia. Ou seja, continua se estressando como antes. Mas a Sociedade Brasileira de Cardiologia alerta que o estresse é um grande fator de risco para o coração, pois aumenta em até 2,7 vezes o risco do enfarte.
"O estresse aciona a liberação de neurotransmissores, especialmente as catecolaminas, que podem acelerar a freqüência cardíaca, aumentar a pressão arterial e instabilizar pequenas placas que estavam estáveis", diz o cardiologista Fausto Feres, diretor da cardiologia intervencionista do Hospital Professor Edmundo Vasconcelos e diretor do serviço de cardiologia invasiva do Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia, de São Paulo.
Desacelerar é algo indispensável para quem já passou por um enfarte. Fácil não é, até os cardiologistas reconhecem. "No entanto, se a pessoa não rever as prioridades, vai virar mais uma estatística", alerta o cardiologista Sergio Timerman, diretor da Escola de Medicina da Universidade Anhembi Morumbi e diretor do Laboratório de Treinamento, Simulação e Pesquisa em Emergências Cardiológicas do Instituto do Coração.
Doze anos após um enfarte que levou 60% de sua função cardíaca, a dona de casa Doralice Evangelista, 54 anos de idade, se orgulha de seu estilo de vida. "Sou rata de academia, me exercito pelo menos uma hora por dia", conta ela, que também toma os remédios indicados pelo cardiologista corretamente, se alimenta bem e trocou o dia-a-dia estressante como dona de uma loja por um trabalho social.
Apesar de estar na moda, o estresse não é levado a sério por todos os pacientes e especialistas. "Sem dúvida, muitos médicos se esquecem de falar aos pacientes que é preciso manter um estilo de vida livre de estresse", diz o cardiologista Karl Kern, da Interamerican Heart Foundation.
Manter as emoções sob controle, portanto, é tão importante quanto tomar os remédios, medir a pressão arterial constantemente e controlar colesterol e glicemia. Mais disposta, ativa e confiante, Doralice acredita que os 40% de seu coração que funcionam hoje são mais fortes do que os 100% estressados de 12 anos atrás.
BOXE 1: EM NÚMEROS
130 vezes a mais de risco de sofrer um enfarte - Esta é a situação que espera pela pessoa que, além de estressada, é fumante, diabética, sedentária, apresenta obesidade abdominal, colesterol elevado, hipertensão e, além disso, não tem o hábito de comer frutas e legumes
BOXE 2: A VIDA DEPOIS DO ENFARTE
- Remédios: devem ser tomados para o resto da vida. Segundo o cardiologista Fausto Feres, depois do primeiro enfarte, o paciente ingere, diariamente, pelo menos quatro medicamentos.
- Visita ao médico: deve ser periódica: "caso contrário", diz Feres, "o paciente pode se esquecer das lições que tem a cumprir."
- Confiança no médico: um estudo recente chamado Reach Out comprovou que uma boa relação médico-paciente reduz o risco cardíaco. A razão é que este paciente recebeu informações mais completas.
- Conte até dez ou mude seus hábitos: "Quem acorda não querendo ir ao trabalho na segunda-feira deve reavaliar a vida", aconselha o cardiologista Sergio Timerman.
- Mantenha a pressão arterial abaixo de 13 por 8. Se
conseguir abaixo de 12 por 8, melhor ainda.
- Mantenha a glicemia abaixo de 100.
- Em hipótese alguma volte a fumar.
(Por: Lola Felix)

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