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Por Que Tantos Brasileiros Vivem Até os 110 Anos de Idade? Qual é o Segredo?

 

©Shutterstock / Laine Paiva

Revelações surpreendentes

Embora o Brasil se apresente como um país desenvolvido, a população local enfrenta disparidades significativas no acesso à saúde. Apesar disso, há um grande número de idosos, que muitas vezes ultrapassam os 100 anos de idade.

As pessoas podem influenciar muitas coisas em suas vidas, mas a idade está fora de seu controle. Ou a morte pode realmente ser adiada? Como é possível que os brasileiros desafiem os estragos do tempo? Os especialistas encontraram a resposta.

Viver até os cem anos de idade não é uma raridade

Quando pensamos na velhice, muitas vezes dizemos que não queremos viver até uma certa idade. Embora a vida humana média dure cerca de sete décadas, e o período entre 80 e 90 anos seja considerado abençoado, na América do Sul o limite de idade está aumentando significativamente.

De acordo com as estatísticas, o Brasil tem um número surpreendentemente alto de centenários que ainda estão física e mentalmente aptos. Um exemplo é a freira Inah, que viveu até os 116 anos e se comunicou com astúcia até seus últimos dias. E ela não é a única; há muitos registros de longa data de pessoas com 110 anos ou mais. Juntamente com o Japão e a Itália, onde geralmente há muitos centenários, o Brasil é um dos países com uma receita secreta contra o envelhecimento.

A pesquisa revela as causas

Uma equipe de pesquisa liderada por Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo, tem se debruçado sobre esse interessante grupo demográfico para descobrir a causa dessa idade elevada. A população brasileira é a prova de que a chave para uma vida longa não é apenas uma assistência médica de primeira linha. Embora muitas vezes enfrentem a pobreza e o acesso limitado à assistência médica, muitos deles vivem muito mais do que pessoas de países com opções mais acessíveis.

A pesquisa concentrou-se em 160 pessoas com 100 anos ou mais que vivem no Brasil. Também incluiu 20 dos chamados supercentenários, aqueles com mais de 110 anos de idade. A maioria desses residentes vivia sem visitar médicos ou usar medicamentos. Apesar disso, eles resistiram a doenças graves, incluindo a COVID-19, à qual se submeteram sem nenhuma consequência séria.

O sistema imunológico ainda está ativo

À medida que envelhecemos, o corpo humano perde sua capacidade de se defender contra vírus e outras substâncias nocivas. No entanto, o estudo descobriu que isso não era totalmente verdade para alguns brasileiros, pois seus sistemas imunológicos envelheciam de forma diferente. Embora normalmente se deteriore, ele permaneceu ativo. Isso se deve a um tipo específico de células imunológicas que são quase inexistentes em pessoas jovens.

Essas são as células T CD4⁺, cuja função é atacar células danificadas ou infectadas. Esses indivíduos também têm células B que produzem anticorpos naturais (chamadas células NAB), que reduzem o risco de infecções e inflamações crônicas. Isso evita o surgimento de doenças relacionadas à idade, como a demência ou o mal de Alzheimer.

Propriedades exclusivas das células

Os cientistas também notaram propriedades interessantes no interior das células. Os mecanismos de autofagia e proteassoma, que removem partes danificadas, disfuncionais ou antigas das células, funcionam de forma semelhante em alguns idosos e em pessoas mais jovens.

Na maioria das pessoas, esse processo se torna mais lento a partir dos 60 anos de idade, mas parece ocorrer muito mais tarde nos brasileiros. Uma pesquisa mais detalhada poderia, portanto, levar a outras revelações.

A chave parece ser a composição genética

Pistas genéticas que provavelmente estão relacionadas à singularidade do envelhecimento dos brasileiros também têm atraído a atenção dos cientistas. Existem genes raros no sistema imunológico, como o HLA-DQB1, o HLA-DRB5 ou o IL7R, que influenciam a intensidade das reações inflamatórias e o próprio sistema imunológico.

Também é importante considerar a diversidade genética dos brasileiros. A colonização, a migração e a imigração levaram à mistura de diferentes etnias e nações, resultando em uma rica mistura de genes. Se os pesquisadores observassem mais de perto esses contextos, provavelmente poderiam descobrir novos fatores de proteção que levam à velhice.

“Essas variantes raras, que permanecem negligenciadas na maioria dos painéis de referência global, podem estar por trás de adaptações imunológicas ou biológicas exclusivas que contribuem para o envelhecimento saudável nessa população”, afirmam os autores do estudo.

Extensão da vida

Embora as pessoas com mais de 100 anos sejam consideradas uma raridade, às vezes até uma curiosidade, elas devem ser vistas como a descoberta de uma maneira de garantir a longevidade. Cientistas de todo o mundo estão constantemente tentando descobrir uma maneira de garantir uma expectativa de vida média mais alta.

“Os supercentenários representam muito mais do que exemplos de sobrevivência biológica prolongada – eles incorporam os princípios de resiliência, adaptabilidade e resistência. Essas são exatamente as qualidades que a pesquisa biomédica deve procurar descobrir se nosso objetivo não for apenas prolongar o tempo de vida, mas também melhorar a qualidade de vida das populações que estão envelhecendo“, acrescentam os autores. FONTE: MSN

Leia Também: Professor de Nutrição Com Mais de 100 Anos de Idade Ensina 7 Regras Para Uma Vida Longa e Saudável

Fosfoetanolamina - Esperança Para a Cura do Câncer?! PESQUISE, LEIA E INFORME-SE - SAIBA MAIS!

 


A Pergunta é: 
Por Que a Fosfoetanolamina Não é Liberada?


A Pergunta é: 
Qual é o Interesse Econômico Por Trás da Proibição da Fosfoetanolamina?


USP divulga esclarecimento sobre a substância fosfoetanolamina

A Universidade de São Paulo (USP) foi envolvida, nos últimos meses, na polêmica do uso de uma substância química, a fosfoetanolamina, anunciada como cura para diversos tipos de cânceres. Por liminares judiciais, a Universidade foi obrigada a fornecer o produto para os que a solicitam. Em respeito aos doentes e seus familiares, a USP divulga esclarecimento.

Os fatos sobre a substância que seria a cura do câncer: fosfoetanolamina não é remédio

A Universidade de São Paulo (USP) foi envolvida, nos últimos meses, na polêmica do uso de uma substância química, a fosfoetanolamina, anunciada como cura para diversos tipos de cânceres. Por liminares judiciais, a Universidade foi obrigada a fornecer o produto para os que a solicitam. Em respeito aos doentes e seus familiares, a USP esclarece:

  • Essa substância não é remédio. Ela foi estudada na USP como um produto químico e não existe demonstração cabal de que tenha ação efetiva contra a doença: a USP não desenvolveu estudos sobre a ação do produto nos seres vivos, muito menos estudos clínicos controlados em humanos. Não há registro e autorização de uso dessa substância pela Anvisa e, portanto, ela não pode ser classificada como medicamento, tanto que não tem bula.
  • Além disso, não foi respeitada a exigência de que a entrega de medicamentos deve ser sempre feita de acordo com prescrição assinada por médico em pleno gozo de licença para a prática da medicina. Cabe ao médico assumir a responsabilidade legal, profissional e ética pela prescrição, pelo uso e efeitos colaterais – que, nesse caso, ainda não são conhecidos de forma conclusiva – e pelo acompanhamento do paciente.
  • Portanto, não se trata de detalhe burocrático o produto não estar registrado como remédio – ele não foi estudado para esse fim e não são conhecidas as consequências de seu uso.
  • É compreensível a angústia de pacientes e familiares acometidos de doença grave. Nessas situações, não é incomum o recurso a fórmulas mágicas, poções milagrosas ou abordagens inertes. Não raro essas condutas podem ser deletérias, levando o interessado a abandonar tratamentos que, de fato, podem ser efetivos ou trazer algum alívio. Nessas condições, pacientes e seus familiares aflitos se convertem em alvo fácil de exploradores oportunistas.
  • A USP não é uma indústria química ou farmacêutica. Não tem condições de produzir a substância em larga escala, para atender às centenas de liminares judiciais que recebeu nas últimas semanas. Mais ainda, a produção da substância em pauta, por ser artesanal, não atende aos requisitos nacionais e internacionais para a fabricação de medicamentos.
  • Por fim, alertamos que a substância fosfoetanolamina está disponível no mercado, produzida por indústrias químicas, e pode ser adquirida em grandes quantidades pelas autoridades públicas. Não há, pois, nenhuma justificativa para obrigar a USP a produzi-la sem garantia de qualidade.

Os mandados judiciais serão cumpridos, dentro da capacidade da Universidade. Ao mesmo tempo, a USP está verificando o possível envolvimento de docentes ou funcionários na difusão desse tipo de informação incorreta. Estuda, ainda, a possibilidade de denunciar, ao Ministério Público, os profissionais que estão se beneficiando do desespero e da fragilidade das famílias e dos pacientes.

Nada disso exclui, porém, que estudos clínicos suplementares possam ser desenvolvidos no âmbito desta Universidade, essencialmente dedicada à pesquisa e à ciência.

FONTE: Jornal da USP

Fosfoetanolamina sintética

É uma substância usada por pacientes com câncer, mesmo sem evidência de eficácia e sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Em 2015, a Anvisa proibiu sua distribuição, mas pacientes entraram na Justiça para assegurar o acesso à chamada “pílula do câncer”.  No ano seguinte, a então presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei 13.269, de 2016, que autorizava o uso da substância.

A lei foi julgada inconstitucional pelo STF em 2020. A fosfoetanolamina passou a ser comercializada de forma irregular como suplemento alimentar. A Anvisa tem retirado da internet dezenas de publicações com propagandas da substância. Segundo a agência, a fórmula pode “interferir negativamente nos tratamentos convencionais”. A pílula foi desenvolvida pelo professor Gilberto Chierice, do Instituto de Química da USP.

FONTE: Agência Senado

A Pergunta é:

Por Que o STF Barrou a Lei 13.269, de 2016 ?

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Pesquisadores Analisaram 280 Amostras de Água Engarrafada. Apenas Uma das Marcas Estava Livre de Microplásticos

 

Pesquisadores analisaram 280 amostras de água engarrafada. Apenas uma das marcas estava livre de microplásticos - © Jonathan Chng/Unsplash

Melhor sabor e cheiro e por questões de saúde. Esses são os dois principais motivos pelos quais as pessoas bebem água engarrafada, de acordo com um estudo da Universidade Autônoma de Barcelona. No entanto, isso é incompatível com uma coisa: a água engarrafada não é apenas muito mais cara do que a água da torneira, mas agora sabemos que ela também contém micro e nanoplásticos em quantidades muito maiores do que as estimadas.

O estudo: pesquisadores da Universidade de Columbia testaram três marcas populares de água engarrafada nos Estados Unidos (cujos nomes não foram divulgados) em busca de micro e nanoplásticos. Para isso, eles usaram uma nova técnica chamada microscopia de dispersão estimulada por Raman, baseada na sondagem das amostras com dois lasers simultâneos sintonizados para ressoar moléculas específicas.

Ao analisar sete plásticos comuns, os pesquisadores desenvolveram um algoritmo para interpretar os resultados. De acordo com Wei Min, co-inventor da técnica e coautor do estudo, “uma coisa é detectar e outra é saber o que está sendo detectado”.

O estudo descobriu que um litro de água engarrafada contém 240.000 fragmentos de plástico detectáveis, 10 a 100 vezes mais do que as estimativas anteriores. Especificamente, os pesquisadores afirmam ter encontrado entre 110.000 e 370.000 fragmentos de plástico em cada litro, 90% dos quais eram nanoplásticos. A esse respeito, é importante lembrar a diferença entre microplásticos e nanoplásticos:

  • Microplásticos: aqueles cujo tamanho varia entre 100 nanômetros e 5 milímetros
  • Nanoplásticos: aqueles cujo tamanho é igual ou menor que 100 nanômetros

Um dos plásticos mais comuns era o polipropileno tereftalato, mais conhecido como PET. É o material com o qual muitas garrafas são feitas. “Ele provavelmente entra na água quando pedaços dele se quebram quando a garrafa é espremida ou exposta ao calor”, dizem os pesquisadores, que citam outro estudo que sugere que ele também pode se quebrar quando a tampa é aberta e fechada repetidamente.

Embora a presença de PET seja comum, esse plástico é superado em número pela poliamida, um tipo de náilon que “provavelmente vem dos filtros plásticos usados para supostamente purificar a água antes do engarrafamento”, diz Beizhan Yan, pesquisador do estudo. Outros plásticos comuns encontrados pelos pesquisadores foram o poliestireno, o cloreto de polivinila e o polimetilmetacrilato.

A técnica utilizada analisa os sete plásticos mais comuns, mas há muitos outros plásticos. Segundo a Universidade de Columbia, “os sete tipos de plástico que os pesquisadores analisaram representam apenas cerca de 10% de todas as nanopartículas encontradas nas amostras; eles não têm ideia de quais são as demais. Se todos forem nanoplásticos, pode haver dezenas de milhões deles por litro”.

Já um estudo do CSIC e do Instituto de Saúde Global de Barcelona quis analisar a situação das águas vendidas na Espanha. Eles desenvolveram uma técnica para quantificar partículas de 0,7 a 20 micrômetros, bem como os aditivos químicos liberados na água e, para esse estudo, analisaram 280 amostras de 20 marcas comerciais de água. Apenas uma das marcas não continha microplásticos, mas todas as 280 amostras continham aditivos plásticos.


O resultado é que, em média, um litro de água contém 359 nanogramas de micro e nanoplásticos, uma quantidade comparável à encontrada na água da torneira em um estudo anterior realizado pelo mesmo grupo.

“A principal diferença que encontramos é o tipo de polímero: na água da torneira, encontramos mais polietileno e polipropileno, enquanto na água engarrafada encontramos principalmente polipropileno tereftalato (PET), mas também polietileno”, disse Cristina Villanueva, pesquisadora da ISGlobal e autora do estudo.

Considerando que bebemos dois litros de água por dia, os autores estimam “uma ingestão de 262 microgramas de partículas de plástico por ano”. No que diz respeito aos aditivos, foram detectados 28 aditivos plásticos, em sua maioria estabilizadores e plastificantes.

De acordo com os pesquisadores, “nosso estudo de toxicidade mostrou que três tipos de plastificantes apresentaram um risco maior para a saúde humana e, portanto, devem ser considerados nas análises de risco para os consumidores”.

FONTE: MSN

Crescem os casos de câncer de boca Entre Jovens! Veja as Causas!

 


O câncer de boca tem atingido índices alarmantes entre a população com menos de 45 anos, segundo estudos. Historiadores médicos assinalam que, enquanto nas décadas de 1970 e 1980, a incidência dessa doença oscilava em torno de 3% a 5%, hoje em dia, esse número saltou para 10%.


A tendência suscita questionamentos sobre suas causas, especialmente em pacientes que não possuem hábitos de consumo de tabaco ou álcool.

O que pode causar o câncer de boca?

Estudos sugerem que pessoas com doenças periodontais crônicas são até cinco vezes mais propensas a desenvolver câncer bucal, possivelmente devido a alterações na flora bacteriana da boca. O fato foi corroborado por pesquisadores chineses que observaram maior diversidade bacteriana em tecidos tumorais comparados aos tecidos saudáveis.

Sem considerar o câncer de pele não melanótico, o câncer de boca figura como o quinto tumor mais frequente entre homens, gerando cerca de 11 mil novos casos anualmente.

O principal fator de risco continua sendo o tabagismo, seguido de perto pela infecção por HPV. Em situações menos comuns, próteses dentárias mal adaptadas também podem desencadear essa enfermidade.

Qual o primeiro sinal de câncer na boca?

O primeiro sinal de câncer na boca pode variar, mas frequentemente se manifesta como uma ferida persistente no lábio, bochecha, língua e soalho bucal, que não cicatriza. 

Aftas que se curam num espaço de uma semana diferem dessas lesões, que podem indicar fases precoces do câncer de boca.

Nestes casos, cerca de 80% podem ser completamente curados se tratados prontamente com cirurgia e radioterapia, acrescentando-se quimioterapia nas etapas mais avançadas da doença. Portanto, procure um médico o quanto antes caso a ferida não feche em duas semanas. Créditos: iStock/epifan_vn

Aqui estão outros sinais comuns de câncer de boca a serem observados:

  • Ferida ou úlcera persistente:uma lesão ou úlcera na boca, língua, gengivas ou lábios que não cicatriza em duas semanas. 
  • Manchas vermelhas ou brancas: áreas vermelhas (eritroplasia) ou brancas (leucoplasia) na boca ou na garganta que não desaparecem.
  • Nódulos ou inchaços: presença de nódulos, espessamento ou inchaços em qualquer parte da boca, incluindo as gengivas, bochechas ou palato.
  • Dor: dor persistente na boca ou na garganta que pode irradiar para a orelha.
  • Dificuldade para mastigar ou engolir: sensação de que algo está preso na garganta ou dificuldade para mover a mandíbula ou a língua.
  • Sangramento inexplicável: sangramento na boca sem uma causa aparente, como lesões.
  • Mudanças na voz: rouquidão ou outras alterações na voz.
  • Dormência ou sensação de formigamento: sensação de dormência ou formigamento na língua ou em outras áreas da boca.
  • Perda de dentes sem explicação: dentes que se soltam ou caem sem uma razão aparente.

Se você ou alguém que você conhece está apresentando algum desses sintomas, é crucial procurar um médico para uma avaliação completa. 

Como evitar desenvolver a doença?

Atitudes como estas são decisivas não apenas para detectar o câncer de boca em estágios iniciais, mas também para implementar um tratamento eficaz, aumentando significativamente as chances de cura.

Fonte: MSN

Pesquisa Comprova Efeitos Antidiabéticos de Planta Nativa da Mata Atlântica

Uma pesquisa desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade da Universidade Regional de Blumenau (PPGBio/FURB) revelou que a planta Myrcia tijucensis, nativa da mata Atlântica e abundante em Santa Catarina, possui efeitos antidiabéticos e antioxidantes. O estudo foi desenvolvido pela pesquisadora Nathielli Pauletti, Mestre em Biodiversidade, sob orientação da professora Débora Delwing Dal Magro, Doutora em Bioquímica. Testes conduzidos em animais revelaram que a administração do extrato produzido a partir de folhas da planta foi capaz de diminuir os índices de glicemia, produzir efeitos antioxidantes e diminuir as lesões no pâncreas dos animais diabéticos.

Conhecida popularmente como “guamirim”, a planta estudada é amplamente utilizada na medicina popular para o tratamento complementar de Diabetes, motivo pelo qual as pesquisadoras a escolheram como foco de investigação. O estudo conduzido por Pauletti e Dal Magro é inédito, já que não há registros na literatura de estudos in vivo, isto é, com seres vivos, que tenham se dedicado aos efeitos biológicos da espécie. A proposta das pesquisadoras é contribuir para o desenvolvimento de novos tratamentos para doenças como a Diabetes Mellitus, caracterizada pelo aumento dos níveis de glicemia no sangue.

O estudo revelou que, além de ser capaz de diminuir os níveis de glicemia, o extrato produzido a partir das folhas da planta também tem propriedade antioxidantes, ou seja, é capaz de proteger o organismo da ação dos radicais livres, substâncias instáveis que geram desequilíbrio no organismo e estão associadas a uma série de doenças. A análise do pâncreas dos animais estudados indicou que o extrato da planta também foi capaz de reverter lesões pancreáticas características da Diabetes. Segundo as pesquisadoras, os resultados encorajam a realização de novos estudos voltados ao aprofundamento do conhecimento sobre a planta em questão, de modo a fornecer subsídios para o desenvolvimento de tratamentos complementares que auxiliem o controle de glicemia de pacientes diabéticos.

Débora Delwing Dal Magro, orientadora da pesquisa, explica que a Diabetes Mellitus é uma doença crônica que exige tratamento contínuo. Atualmente, a condição é majoritariamente tradada com insulina e hipoglicemiantes orais, além de prática de exercício físico e dieta equilibrada. A busca por tratamentos complementares a partir de recursos naturais visa ampliar a gama de possibilidades disponíveis aos pacientes e contornar os efeitos adversos característicos dos tratamentos atualmente utilizados. Dal Magro enfatiza que a busca por novos compostos que possuam ação antidiabética não objetiva substituir os tratamentos tradicionais, mas complementá-los, permitindo aos pacientes terem melhor controle dos níveis de glicemia e, eventualmente, diminuir as doses dos medicamentos utilizados.

Como a pesquisa foi realizada

As pesquisadoras coletaram cerca de 3kg da planta, identificada como o auxílio do professor André Luís de Gasper, curador do Herbário da FURB. Depois de secas, as folhas foram transformadas em um extrato bruto, que passou por análise química para identificação dos compostos presentes. A partir do extrato bruto, as pesquisadoras realizaram, ainda, um fracionamento, processo que permitiu isolar alguns compostos presentes no extrato de modo que pudessem ser testados de forma isolada. O estudo conduzido por Pauletti e Dal Magro exigiu a indução de Diabetes Mellitus tipo 1 em ratos adultos, que posteriormente foram tratados ao longo de 15 dias com o extrato produzido a partir das folhas da planta e com os compostos isolados. Tanto a administração do extrato quanto dos compostos isolados corroborou a hipótese das pesquisadoras sobre as propriedades antiglicemiantes e antioxidantes da planta. Os experimentos foram realizados utilizando a estrutura do Laboratório de Neurociências e Comportamento (LNC) da Universidade Regional de Blumenau (FURB) e tiveram a colaboração das bolsistas Ana Luiza Boaventura e Brenda Wiggers.

O estudo de Pauletti e Dal Magro é um dos frutos da linha de pesquisa “Conservação e uso sustentável da biodiversidade” do Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade (PPGBio/FURB). Além da busca por compostos com ação antidiabética e antioxidante, pesquisadores vinculados ao grupo têm realizado pesquisas sobre a ação antidepressiva, anti-inflamatória, antiparasitária, antimicrobiana e fotoprotetora de compostos provenientes de plantas nativas. Fonte: FURB Pesquisa

"Limão: O Pequeno Gigante da Saúde - Descubra Seus Benefícios e Como Incorporá-lo na Rotina Diária"

 


Benefícios do Uso do Limão no Dia a Dia para a Saúde do Ser Humano

Introdução

O limão (Citrus limon) é uma fruta amplamente utilizada na culinária e na medicina tradicional. Rico em vitamina C, antioxidantes e outros compostos bioativos, o limão possui diversas propriedades benéficas à saúde. Este artigo revisa as evidências científicas sobre os benefícios do limão e oferece dicas práticas para incorporá-lo na rotina diária.

Composição Nutricional do Limão

O limão é uma fonte rica de vitamina C, flavonoides, fibras, e diversos minerais como potássio e magnésio. A vitamina C é um antioxidante potente que combate os radicais livres e fortalece o sistema imunológico . Os flavonoides presentes no limão, como a hesperidina, possuem propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes .

Benefícios do Limão para a Saúde

  1. Fortalecimento do Sistema Imunológico

    A alta concentração de vitamina C no limão é essencial para o funcionamento adequado do sistema imunológico. Estudos demonstram que a vitamina C pode reduzir a duração e a gravidade de resfriados .

  2. Propriedades Antioxidantes

    Os antioxidantes presentes no limão ajudam a neutralizar os radicais livres, prevenindo danos celulares e reduzindo o risco de doenças crônicas, como doenças cardiovasculares e câncer .

  3. Melhora da Digestão

    O consumo de água com limão pode estimular a produção de bile pelo fígado, facilitando a digestão de gorduras. Além disso, a pectina, uma fibra solúvel presente no limão, promove a saúde intestinal e previne a constipação .

  4. Auxílio na Perda de Peso

    Estudos sugerem que compostos presentes no limão podem ajudar na perda de peso. A pectina proporciona sensação de saciedade, reduzindo a ingestão calórica . Além disso, a hidratação adequada com água de limão pode aumentar o metabolismo.

  5. Melhoria na Saúde da Pele

    A vitamina C é essencial para a produção de colágeno, uma proteína que mantém a pele firme e saudável. O consumo regular de limão pode ajudar a reduzir os sinais de envelhecimento e promover uma pele mais saudável .

  6. Controle dos Níveis de Açúcar no Sangue

    Alguns estudos indicam que o limão pode ajudar a controlar os níveis de açúcar no sangue, prevenindo picos de glicose após as refeições . A presença de fibras e polifenóis no limão contribui para esse efeito.

Conclusão

O limão é uma fruta extremamente versátil e benéfica à saúde humana. Suas propriedades antioxidantes, digestivas, imunológicas e de controle de peso fazem dele um excelente complemento para uma dieta saudável. Incorporar o limão no dia a dia pode trazer diversos benefícios, contribuindo para a melhoria da saúde geral.

Dicas de Como Usar o Limão no Dia a Dia

  1. Água com Limão

  2. Saladas

  3. Chás

  4. Marinadas

  5. Sobremesas

Referências

  1. Carr, A. C., & Maggini, S. (2017). Vitamin C and Immune Function. Nutrients, 9(11), 1211.
  2. Górnaś, P., & Mišina, I. (2017). Flavonoids as important dietary antioxidants. Journal of Food Research, 6(2), 57-71.
  3. Hemilä, H., & Chalker, E. (2013). Vitamin C for preventing and treating the common cold. Cochrane Database of Systematic Reviews.
  4. Agarwal, A., & Prabakaran, S. A. (2005). Mechanism, measurement, and prevention of oxidative stress in male reproductive physiology. Indian Journal of Experimental Biology, 43(11), 963-974.
  5. Slavin, J. L. (2013). Fiber and prebiotics: mechanisms and health benefits. Nutrients, 5(4), 1417-1435.
  6. McCarty, M. F., & DiNicolantonio, J. J. (2016). Nutraceuticals and fibromyalgia. Open Heart, 3(2), e000331.
  7. Pullar, J. M., Carr, A. C., & Vissers, M. C. M. (2017). The roles of vitamin C in skin health. Nutrients, 9(8), 866.
  8. Morand, C., Dubray, C., Milenkovic, D., Lioger, D., Martin, J. F., Scalbert, A., & Mazur, A. (2011). Hesperidin contributes to the vascular protective effects of orange juice: a randomized crossover study in healthy volunteers. The American Journal of Clinical Nutrition, 93(1), 73-80.

Refrigerantes matam 184,4 mil pessoas por ano no mundo



Cuidado, refrigerante pode te matar. Pelo menos é o que indica um levantamento realizado na Tufts University, dos EUA, que mostra que 184,4 mil pessoas morrem por ano por conta do consumo de refrigerantes, energéticos, chás gelada e bebidas a base de frutas. Os dados são provenientes de pesquisa realizada entre 1980 e 2010 em 51 países.

“Este é um fato muito preocupante. Se os jovens continuarem consumindo essas bebidas no mesmo nível em que as ingerem agora, isso levará a taxas muito mais altas das que registramos hoje de mortes e de pessoas que se tornam incapazes por conta de enfermidades cardíacas ou da diabetes”, afirmou, em entrevista à revista ISTOÉ, a pesquisadora Gitanjali Singh, responsável pelo estudo.

 A maior parte das mortes — 75% delas, no caso — acontece em países pobres e em desenvolvimento. A maior parte das mortes ocorre por conta de diabetes e, segundo indica o relatório, 133 mil mortes em diabéticos são causadas por consumo dessas bebidas. Ainda existem 45 mil óbitos por conta de doenças cardiovasculares e outros 6,4 mil por conta de câncer. Tudo ligado às bebidas açucaradas.[Fonte: Yahoo]

Pesquisa aponta que comer frutas e vegetais reduz risco de morte

Comer sete ou mais porções de frutas e vegetais por dia reduz o risco de morte em até 42% se comparado à ingestão de menos de uma porção diária, relata um novo estudo da University College of London.
Pesquisadores usaram dados do Health Survey da Inglaterra para analisar os hábitos alimentares de 65.226 pessoas, entre 2001 e 2013. Foi descoberto que quanto mais frutas e vegetais os participantes comiam, menos propensos a morrer eles estavam em qualquer idade. Ingerir sete ou mais porções reduz os riscos específicos de morte por câncer e doenças cardíacas em 25% e 31%, respectivamente.
Em comparação a ingestão de menos do que uma porção de frutas e legumes, o risco de morte por qualquer causa é reduzido em 14% por comer uma a três porções diárias, 29% de três a cinco porções, 36% por cinco a sete porções e 42% para sete ou mais.
O estudo, publicado no Journal of Epidemiology & Community Health, descobriu que legumes frescos demonstraram o efeito protetor mais forte, com cada porção diária reduzindo o risco geral de morte em 16%. A salada contribuiu para uma redução de 13% do risco por porção, e cada porção de frutas frescas foi associado com uma redução menor, mas ainda significativa, de 4%.
— Sabemos que a ingestão de frutas e legumes é saudável, mas o tamanho do efeito é impressionante. Quanto mais frutas e vegetais você come, menos propenso você estará a morrer em qualquer idade — diz o pesquisador Oyinlola Oyebode.
Os pesquisadores não encontraram nenhuma evidência de benefício significativo a partir do suco de frutas. Frutas em conserva ou congeladas tendem a aumentar o risco de morte em 17% por porção.
— A maioria das frutas enlatadas contem níveis elevados de açúcar, e as variedades mais baratas são embaladas em calda e xaropes em vez de suco de fruta. Os impactos negativos do açúcar sobre a saúde podem compensar quaisquer benefícios— explica o autor. [Fonte: DC]

Consumo diário de carne vermelha aumenta risco de morte, diz estudo



Comer uma porção diária de carne vermelha processada pode aumentar o risco de morte prematura em até 20%, segundo estudo realizado com mais de 120 mil nos Estados Unidos e divulgado nesta segunda-feira (12/03/2012).

O estudo, feito por especialistas da Universidade de Harvard (Massachussetts, nordeste), dá evidências de que comer carne vermelha aumenta o risco de doenças cardíacas e câncer. No entanto, também sugere que substitui-la por peixe e carne de frango pode reduzir o risco de morte prematura.
"Este estudo oferece evidência clara de que o consumo regular de carne vermelha, especialmente carne processada, contribui substancialmente para uma morte prematura", disse Frank Hu, autor principal do estudo, publicado na revista Arquivos de Medicina Interna.
Os cientistas trabalharam com base em dados de um estudo feito com 37.698 homens, acompanhados por 22 anos e de 83.644 mulheres, estudadas por 28 anos.
Os participantes foram consultados sobre seus hábitos alimentares a cada quatro anos.
Aqueles que comiam uma porção diária, da espessura de um baralho de cartas, de carne vermelha sem processar, demonstraram um risco 13% maior de morrer do que aqueles que não comiam carne vermelha com tanta frequência.
Se a carne vermelha é processada, como salsichas ou toucinho, o risco aumentava para 20%.
No entanto, substituir a carne vermelha por nozes provou reduzir o risco de mortalidade total em 19%, enquanto o consumo de grãos inteiros ou de carne de ave diminuiu o risco em 14% e o peixe, em 7%.
Os autores afirmaram que de 7% a 9% de todas as mortes no estudo "poderiam ser evitadas se todos os participantes consumissem menos de 0,5 porção diária de carne vermelha total".
A carne vermelha processada demonstrou conter ingredientes como gorduras saturadas, sódio, nitritos e outras substâncias, vinculadas a muitas doenças crônicas, inclusive doenças cardíacas e câncer.
"Mais de 75% dos 2,6 trilhões de dólares em custos anuais de cuidados com a saúde dos Estados Unidos são de doenças crônicas", afirmou Dean Ornish, médico e especialista em dietas da Universidade da Califórnia em San Francisco, em comentário que acompanhou a pesquisa.
"É provável que comer menos carne vermelha reduza a morbidade com estas doenças, reduzindo assim os custos com atenção médica", emendou. [Fonte: Yahoo]

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